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24/05/13

[Retroprojetor #56] Reino Escondido

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Reino Escondido (Epic)
Direção: Chris Wedge
Gênero: animação, aventura
Duração: 1h e 42min
Estreia: 17 de maio de 2013

Não vou nem imaginar que alguns de vocês estejam pensando 'ah, outro desenho' de maneira muito desanimada. Minha mãe disse 'vamos no cinema ver Reino Escondido?' e eu pulei para me arrumar. Eu já tinha visto o trailer e parecia ser um 3D muito legal e um filme cheio de ação (ação infantil, é claro).

Reino Escondido conta a história de um homem que acredita na existência de pessoinhas que vivem em outra dimensão presente na floresta. São os Homens-Folha e outras espécies que são rápidas demais para que os humanos possam vê-los a olho nu. Sua obsessão fez com que sua mulher e filha se separassem dele. Até que sua ex-mulher morre e sua filha, Maria Catarina, vai morar com ele. Maria Catarina não acredita nas ideais do pai, assim como todas as outras pessoas do mundo, até porque seu jeito é bastante... peculiar. Mas acontece que a mocinha acaba por sair correndo entre as árvores na hora em que a Rainha da Floresta está tentando proteger o botão de flor, que é a esperança da floresta, e ela é diminuída até parecer com uma criaturinha da floresta. 

Agora ela deve ajudar os Homens-Folha a proteger a floresta dos Boggans - os serzinhos do mal. E é claro que há o mocinho: o valente, egoísta e irresponsável Nod - que é uma graça. Mas ele só serve para ser o mocinho rebelde mesmo. O herói, na verdade, é Ronin, o chefe da guarda da rainha. 

Bom, eu sou apaixonada por animações e costumo avaliá-las basicamente do mesmo jeito que eu avalio qualquer outro tipo de filme, então não tem essa de 'ah, mas é para crianças'. Eu esperava mais do filme. É muito bonito e a animação gráfica é muito boa. Também tem suas cenas engraçadas. Mas não me fez rir, nem emocionar, nem suspirar muito. Foi um filme mediano, sabe como é. Acho que não passou emoção o suficiente. Não é um filme ruim, nem chato, só não legal o suficiente. Ainda assim, eu pretende revê-lo legendado porque, no original, além de o título do filme ser Epic, os personagens e seus respectivos dubladores são: rainha - Beyoncé, Nod - Josh Hutcherson, Ronin - Colin Farrell e Maria Catarina - Amanda Seyfried. E ainda tem o Steven Tyler aí no meio. Talvez fique melhor. 

Beijos,
Celle. 




22/05/13

O Teorema Katherine - John Green

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O Teorema Katherine 
John Green
Editora Intrínseca
 304 páginas
2013

Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.
Não sei se eu serei capaz de fazer alguma crítica a um livro do John Green enquanto ele continuar criando esses personagens nerds lindos que me fazem agir como se eles de fato existissem. Desconfio de que não. 

Colin é um menino prodígio. Ou costumava ser. Mas nunca foi um gênio, existe uma diferença, sabe. E essa diferença - entre entender muito facilmente o que os outros fazem e fazer algo extraordinário - sempre aterrorizou Colin. Ele era um menino prodígio e queria se tornar um gênio, Colin sempre quis ser alguém muito importante para o mundo. Mas agora ele é um ex-prodígio e ex-namorado. 

É então que, no meio de sua fossa, seu único melhor amigo Hassan o arranca de casa e o leva para passar um tempo viajando no Rabecão de Satã - carro de Colin - sem destino certo, para talvez arrumar um emprego de verão, ou não. Eu achei a dupla Colin e Hassan a coisa mais divertida e amável do livro. Muito mais legal que Colin, muito mais legal que Hassan, são os dois juntos. Hassan é muito engraçado com seu jeito mulçumano-nerd-gordo-preguiçoso e é um melhor amigo muito bem feito. 

Os dois, saídos de Chicago, acabam parando em algum fim de mundo no Tennessee - Gutshot, a Nação. Uma cidade ficcional, ok? - e, depois de visitar o túmulo do Arquiduque Francisco Ferdinando - o cara cuja morte provocou a 1ªGuerra Mundial - acabam por ficar um tempo por lá. Nem se pergunte por que os restos do Arquiduque estariam em Gutshot, a questão aqui é que Colin se sente muito próximo do homem pois tem um buraco dentro de si, o do Francisco Ferdinando deixado por uma bala e o do Colin, pela Katherine XIX. Como eu estava aqui lendo as respostas do John Green para algumas perguntas feitas sobre o O Teorema Katherine, o livro é cheio de coisas impossíveis de acontecer. Mesmo que nenhuma lei da Física as impeça, você sabe que 19 Katherines não irão namorar o mesmo Colin. E eu gosto muito desse tipo de história porque se você já parte de um princípio absurdo, tudo, por outro lado, se torna mais plausível.  

Em Gutshot, Hassan e Colin conhecem Lindsey, seus amigos e seu namorado OOC (O Outro Colin) e sua mãe, Holly. Eles são os populares nessa cidade impossivelmente mais caipira. Mas a história não se passa no colégio (yei!) e Lindsey acaba se mostrando dona de um pequeno mistério no lugar de sua personalidade. E eu também gostei muito dela, mesmo com sua ideia completamente falha de relacionamento. 

Você já sabe, se leu a sinopse, que Colin tem a ideia de desenvolver um Teorema que descreve um relacionamento baseado em Terminantes e Terminados. Então temos um apêndice matemático e alguns gráficos no livro, mas não se preocupe com isso porque Colin é um nerd de humanas e não de exatas. Prepare-se para muito conhecimento histórico e linguístico. O que me leva às notas de rodapé! Elas são fantásticas, apenas. O livro é cheio delas para explicar muitas referências que eles usam - como o que significa kafir, leia para saber - e afins. Como disse o John Green, as notas de rodapé servem para tornar a história, ao mesmo tempo, clara e precisa. 

Enfim, O Teorema Katherine não fala de algo extremamente tocante - como A Culpa é das Estrelas - mas fala de coisas importantes ainda assim. Além de ser muito divertido e te prender até acabar. E é claro que eu recomendo que você leia esse livro. Até porque não lê-lo seria um caso claro de badalhoca. 

DFTBA, 
Celle. 

20/05/13

Top 10 Segunda-Feira #16 - Personagens com nomes desafortunados

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Nesse Top 10 eu decidi fazer algo diferente: decidi ficar na minha casa, na minha piscina, tomando meus bons drinks e... não gravar um vídeo. Gotcha Ya! Não tem piscina, não tem bons drink, mas também não tem vídeo. Na verdade, resolvi caçar fanarts feitas de amor no deviantart (todas devidamente creditadas, é claro) e mostrar pra vocês quais são os personagens com nomes mais incômodos das minhas leituras recentes (ou não). Vamos lá?


>> Katniss Everden é a (famosíssima, vamos combinar) protagonista de Jogos Vorazes, e tem um nomezinho terrível. É claro que, a essa altura do campeonato, nós já acostumamos e até achamos normal, mas aquele primeiro estranhamento jamais pode ser ignorado. E ela não é a única personagem de JV com esse problema: Primrose, Plutarch, Beetee... E aqui entra o próximo da lista, com um nome que é até pior que o da mocinha: Peeta Mellark, herói amor, inteligente, político, mas... com um nome bizarro. É mal comum nos personagens de JV, admito (Que espécie de pessoa se chama Plutarch, afinal de contas?), mas ainda sim, acho pior ter um nome como Peeta em outro dos protagonistas. Isso sem falar no nome que o casal levou entre o fandom: shipar Peenis é um problema, não? Valeu, Suzanne!


>> Katsa e Po, os protagonistas de Graceling, também me incomodaram horrores com seus nomes. Katsa, hoje em dia, soa melhor (por motivos de Katniss, ovbiamente), mas Po nunca conseguiu cair nas minhas graças. O nome mesmo, não o personagem. Po pra mim é nome de urso que usa camisa vermelha e está sempre atrás de um pote de mel e do rabo do seu amigo burro. Li o livro todo pensando primeiro no Ursinho Poh e depois no príncipe danado cheio de skills. Deu ruim.









>> Apesar da participação pequena, mas longe de insignificante, Uriah foi meu personagem favorito em Divergente. Mas peraí ,que nome era esse?! Mesmo sendo um doce, um conquistador, uma coisa meiga no meio de pessoas sanguinolentas e badasses de modo geral (não que ele mesmo não seja um), Uriah tem esse nome que só me lembra... uréia. Isso aí, apesar de todo o amor, toda vez que eu lia Uriah eu pensava em uréia, em urina... xixi :( E é meio triste, por que os personagens não tem nomes tão diferentes assim em Divergente. A maioria é bem comum, aceitável. Mas aí vem meu personagem favorito, meu querido, com um nome desses. Tudo bem, eu relevo. Ainda te amo, Uriah.



>> Outro dos meus personagens favoritos, Murtagh é o cara que faz a série do Eragon valer a pena (pelo menos no começo. Depois você lê por motivos de: Roran). E tudo bem que Eragon tem esse clima de heróis épicos e coisas élficas e nomes estranhos estão pra todo lado, mas eu sempre achei Murtagh mais esquisitinho. Me lembra mortalha, o que, vamos combinar, não é nenhum bom indício pro nosso personagem favorito ai meu coração ainda se preparando pra terminar Herança, o volume final.









 >> Eu ainda não li realmente O nome do Vento ou o Temor do Rei, mas como uma pessoa que pretende ler ambos e que está namorando o livro na saraiva há dezenas de séculos, me sinto no direito de apontar aqui um dos nomes mais estranhos da literatura de heróis awesome. Kvothe, personagem principal da saga, parece feito de amor e assassinatos, mas eita nomezinho estranho. Espero que ele viva para além da alcunha bizarra. Mas estou tranquila, pela resenha da Celle, aqui, acho que é isso mesmo.


>> Vaclav é um nome engraçado. Foi por causa desse nome, efetivamente, que eu quis ler o livro. Era tão diferente, tão cativante, tão... esquisito. Faz sentido, é claro, por que é um nome russo, e o personagem, obviamente, também o é, mas mesmo assim é estranho e demorou para que eu me acostumasse enquanto lia Vaclav & Lena, da Haley Tanner. Mas ok, acostumei, e amei cada centímetro e pedacinho dele. Só a nível de curiosidade, Vaclav quer dizer "Mais Gória" e é a forma reduzida de "Veceslav", que é ainda mais esquisito. Ou seja, até que  Vaclav não é tão ruim, hein?




>> Os Irmãos Black vieram fechar a fila aqui desse top 10. Vou te contar, a mãe deles tinha umas ideias pra nomes... Sirius e Regulus Black, dois opostos, cuja única aparente semelhança era.... o nome horrível. Além dos destinos trágicos e do sangue, é claro. Só imagine quantas piadinhas esses dois não aguentaram ao longo da adolescência? Essas fanfics da época dos marotos por aí deixam bem claro a ideia.... (Why are you so... Sirius? ou ainda Are you Sirius?). O destino e a J.K. foram cruéis com eles, e eles já começaram mesmo com o pé esquerdo com esses nomes... mas tudo bem. Ambos foram coisas lindas e cumpriram seu papel na história do nosso bruxo favorito, e moram nos nossos corações, nomes feios e tudo. Sirius, inclusive, é o meu personagem favorito da série toda, e eu não podia ligar menos pro nome que ele tem. Até por que, ele tem um apelido mara, vamos combinar. All hail Padfoot.

Então, esses foram todos os 10 personagens com nomes esquisitos que eu lembrei quando fiz o post. É claro que existem outros nomes estranhos aí pelas séries, e se eu esqueci alguém ou você conhece algum, divide aí com a gente nos comentários. Espero que tenham gostado!

Beijo, beijo,
Thai.

19/05/13

[Resultado] Sorteio A Síndrome E

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Resultado aqui do nosso sorteio super rápido da Semana Thriller da Intrínseca!

Obrigada a todos que participaram, e pra quem chegou atrasado, se prepara que a próxima não tarda!



Parabéns, Gladys!
Já te enviamos um e-mail :)

Beijos, pessoal!

17/05/13

[Retroprojetor #55] Homem de Ferro 3

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Iron Man 3
Direção: Shane Black
Gênero: ação, filme de herói
Duração: 2h e 11 min
Estreia: 26 de abril de 2013

E na aguardada terceira estreia da franquia Iron Man, as expectativas de muito altas, caíram para estão-todos-dizendo-que-esperavam-mais. Logo, não fui ao cinema muito empolgada. Apesar de que, só de aparecerem aquelas máquinas, para mim, o filme já está no caminho certo. 

Depois da batalha em Nova York - com os Vingadores, que é muito muito bom, lembra? - Tony Stark (Robert Downey Jr.) desenvolveu um certo trauma, tem crises de ansiedade e muita dificuldade para dormir. Então, enquanto Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) está lá dormindo, Tony está no laboratório... criando um exército de homens de ferro, podemos dizer. Enquanto isso, nasce uma nova figura terrorista. O Mandarim (Ben Kingsley), que ameaça toda a nação americana, coloca em risco a vida de Happy Hogan (Jon Favreau), segurança e amigo de Tony há muitos anos, tornando tudo pessoal para O Homem de Ferro. Tãdãa. É aí que Tony provoca Mandarim ao vivo e dá seu endereço de casa.

Esperto. 

O que esperar agora? É um pouco óbvio que sua linda casa explode. 

A vontade de vingança de Tony só aumenta, mas ele quer fazer isso de um jeito  inteligente, dessa vez. Então, ele vai investigar o que aconteceu com Happy e dá de cara com um novo e esquisito tipo de tecnologia bélica, sobre o qual eu não vou falar para guardar surpresas. Tony precisa descobrir o que é essa tecnologia, quem está por trás dela, onde está Mandarim... e, ainda, proteger Pepper e se manter sem pirar - o que talvez seja o mais difícil. 

O filme, é claro, é cheio de tiradas cômicas e é, realmente, bem engraçado. Mas isso é natural, se tratando do Homem de Ferro. O diferente a dizer é que eles podiam ter sido menos engraçados. O que eu quero dizer é que não há por que se colocar uma cena cômica no meio do clímax de um filme de ação, quebra o clima e perde o respeito, entende? Mas, de qualquer forma, eu gostei do filme. Exceto pelo excesso de piadas e por um acontecimento no final que fere a minha alma de engenheira mecânica. Homem de Ferro 3 é um filme muito mais para ser vendido do que para agradar a fãs, porém não há por que não ser recomendado. Pode ir ver Homem de Ferro 3 e dar umas risadas. 

Beijos, 
Celle. 

Créditos: Adoro Cinema. 

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